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domingo, 18 de janeiro de 2015

BACK TO THE PAST - OS 65 ANOS DE GILLES VILLENEUVE

Se Gilles Villeneuve não tivesse perdido a sua vida em Zolder no dia 8 de maio de 1982, provavelmente ele estaria hoje completando 65 anos de vida. Mesmo tendo passado mais de 30 anos da sua trágica morte, o baixinho de Quebec continua sendo o herói absoluto dos tifosi italianos. Mesmo nunca sendo campeão mundial, o canadense é lembrado pela a sua coragem, ousadia e talento extraordinário atrás do volante, além do seu caráter genuíno que faz ele ser lembrado até hoje. Para muitos, Gilles foi o último grande pilotos que a Fórmula 1 viu.

O FANTÁSTICO CIRCO DA FÓRMULA 1 traz hoje para vocês um pequeno texto que fala do piloto canadense!


Salut Gilles - Gilles é síntese do verdadeiro herói da Fórmula 1

REPORTAGEM

30 ANOS DEPOIS - O LENDÁRIO GILLES VILLENEUVE LEMBRADO


Na história da Fórmula 1,  Muitos poucos ícones verdadeiros de corrida ficam no teste do tempo. Mas apesar de nunca ganhar um título estando na Fórmula 1 por apenas 4 temporadas, Gilles Villeneuve definitivamente tem - e 30 anos após a sua morte, sua lenda vive.

Reverenciado pelo o seu talento natural, controle de carro supremo e coragem audaciosa atrás do volante, o seu arrojo, a condução de "faça ou morra", significa que para muitos ele permanece como a personificação de um gladiador do Grande Prêmio e um largamente considerado para estar entre os grande talentos que o esporte já produziu.

Nascido Joseph Gilles Henri Villeneuve em 18 de janeiro de 1950, no Canadá, Villeneuve sempre quis correr e começou por competir em eventos de snowmobile na sua cidade natal, Quebec. Drag Racing e Fórmula Ford seguiu, antes ele progressou para a Fórmula Atlanta, ganhando a sua primeira corrida em 1975. Um ano depois, ele ganhou ambos os títulos do Atlântico dos Estados Unidos e Canadá, ainda dependendo largamente do dinheiro adquirido do snowmobile para pagar o seu caminho.

Um segundo título canadense se seguiu em 1977, mas até então a Fórmula 1 veio batendo. Depois de bater James Hunt da McLaren em uma corrida de Fórmula Atlantic não oficial, a equipe britânica (McLaren) ofereceu ao relativo desconhecido uma pilotagem no GP da Inglaterra em 1977. Era uma oportunidade massiva. Embora dirigindo um antiquado M23 (carro de 1976), Villeneuve separou Hunt e o companheiro de equipe Jochen Mass - ambos com o novo M26 - para se qualificar em 9º. ele terminou a corrida em 11º, mas poderia ter desfrutado os lugares top 5 se não tivesse um problema de medidor de temperatura.

Embora só uma corrida de apresentação, a valentia de Villeneuve atrás do volante atordoou o paddock e despertou o interesse de Enzo Ferrari. Com "O Comendador" o comparando com o herói das corridas pré-guerra Tazio Nuvolari, Villeneuve foi levado para as 2 últimas corridas de 1977, entrando dentro do cockpit do campeão mundial Niki Lauda, partindo da Ferrari.

Inexperiente e largamente sem ser testado no estágio internacional, Villneuve não teve o começo mais favorável para uma carreira numa escuderia. Ele terminou nenhuma corrida e no Japão no final da temporada matou um fiscal e um fotógrafo. Devastado pela tragédia, apenas a sua reserva de aço o parou para perder o foco.

Movendo para uma temporada completa na Ferrai em 1978, o sonho de infância de Villeneuve se tornou verdade e ele não deixaria a oportunidade passar por ele. "Se alguém dissesse para mim que você pode ter três desejos, meu primeiro seria estar dentro das corridas, meu segundo é estar na Fórmula 1 e o meu terceiro é pilotar pela Ferrari", ele foi reportado de ter dito.

A temporada de estreia de seus "sonhos", no entanto, foi desfigurada  por vários abandonos. Ele terminou só 10 de 16 corridas e depois de bater na corrida dos EUA do Oeste, os Tifosi (que logo viriam a reverenciar o canadense) chamaram por ele para ser trocado (por outro piloto). Isso provou ser uma chamada para acordar e enquanto o seu acidente avaliado diminuído, então os resultados de Villeneuve devagar melhoraram. No final da temporada, na sua corrida de casa em Montreal, toda a sua promessa finalmente veio bem enquanto ele deu aos 72 mil fãs canadenses com uma memorável primeira vitória. Não apenas ele pilotou impecavelmente, a sua escolha por pneus macios foi nada curto de inspiração.

Villeneuve quase ganhou a corrida de Montreal de novo em 1979, mas depois de uma briga próxima, foi Alan Jones da Williams que ficou com a vitória. Ele, no entanto, triunfaria em 3 corridas naquela temporada. O seu mais memorável show daquele ano e - indiscutivelmente na sua carreira na Fórmula 1 -  foi a sua cintilante briga de roda pelo segundo lugar com René Arnoux da Renault na França. Isso foi a Fórmula 1 no mais belo e Villeneuve no seu melhor: ultra competitivo, espírito livre e valente.

Outro igualmente famoso lado de Villeneuve ficou muito em evidência poucas corridas depois na Itália. Embora ainda na disputa pelo título, ele seguiu as ordens de equipe e obedientemente sombreou o companheiro de equipe "número 1", Jody Scheckter, através da linha de chegada, assim assegurando que o sul africano conseguisse o título. Poucos pilotos teriam agido com tanta honra, mas então poucos tinham o caráter de Villeneuve. Ele vivia para vencer, mas ele era também escrupulosamente justo e honesto para um erro. Ele devia ter esperado que 1980 seria o seu ano, mas a temporada provou ser verdadeira desastrosa para a Ferrari e mesmo o talento de Villeneuve falhou em assegurar mais do que 6 pontos. 

A equipe e o piloto desfrutaram um tempo melhor em 1981, apesar da distinta falta de pressão aerodinâmica da Ferrari, ganhando 2 corridas. A sua performance sem erros na Espanha, onde ele segurou 4 carros muito mais rápidos atrás dele para ganhar por meros 0,2 segundos, é regularmente citado como um dos maiores pilotos de todos os tempos.

A temporada de 1982 começou igualmente prometendo estilo, graças a óbvia performance da Ferrari 126, mas primeiro um problema no motor na África do Sul, então rodou no brasil e uma desqualificação (por uma asa traseira ilegal) do 3º lugar em Long Beach, em que significou a Villeneuve chegar na 4ª corrida, em San Marino, sem um ponto em seu nome. Lá ele se classificou em 3º e então se encontrou liderando a corrida após o abandono dos rápidos, mas frágeis carros da Renault.

Com a vitória toda mais que garantida, quando a placa do pit da Ferrari ordenou ele e o segundo colocado, o seu companheiro de equipe Didier Pironi, para ir devagar para conservar o combustível, Villeneuve obedeceu as ordens. Pironi não obedeceu e passou Villeneuve. Eles brigaram por um tempo, com a liderança mudando de mãos muitas vezes, mas na última volta, Pironi colocou potência pela última vez e agressivamente fechou as portas para levar a vitória. Depois, um Villeneuve furioso jurou nunca falar com o seu companheiro de equipe novamente.

Tristemente, ele não falou. 15 dias depois, em 8 de maio de 1982, depois de bater violentamente na qualificação para o GP da Bélgica em Zolder enquanto ele perseguia Pironi, fracionariamente um tempo de volta mais rápida, Villeneuve estava morto. A carreira de um dos talentos mais mercuriais da Fórmula 1 foi tragicamente interrompida.

No funeral de Villeneuve em sua terra natal em Berthierville, Scheckter disse de seu ex-companheiro de equipe: "Eu sentirei falta de Gilles por 2 razões: Primeira, ele foi o piloto mais rápido na história do automobilismo. Segundo, ele foi o homem mais genuíno que eu já conheci. Mas ele não se foi. A memória do que ele fez, do que ele conseguiu, estará sempre lá".

E então esteve. Embora ele nunca teve a chance de ganhar um título, isso não importa. Ele correu em 67 Grandes Prêmios e ganhou só 6, mas em 4 curtos anos Villeneuve estabilizou uma lenda que sobreviveu ainda com o seu próprio filho Jacques Villeneuve ganhando o título mundial de Fórmula 1.

Um espírito livre, um talento natural que lutou com toda fibra do seu ser e um cavalheiro, ele foi um dos verdadeiros super astros da Fórmula 1. Fãs reverenciam ele porque eles sentem que ele foi um deles - ele amava o automobilismo e o automobilismo amava ele.


O pessoal pode me detonar, mas se alguém perguntasse para mim quem foi o maior piloto de todos os tempos, eu falaria GILLES VILLENEUVE. Eu acho que Ayrton Senna foi um grande piloto, lógico, mas para mim Villeneuve me tocou mais. Não apenas pelo o seu talento natural, mas pelo o seu caráter também.

Que piloto aceitaria de deixar o companheiro de equipe vencer o campeonato sabendo que ele também tinha chances de vencer? Ele era um piloto maluco da Silva, mas nunca colocou a vida de nenhum outro piloto em risco. O pega entre ele e Arnoux em 1979, ele correndo com 3 rodas ou correndo sem enxergar nada com um pedaço no bico bloqueando a sua visão ou mesmo segurando 4 carros atrás de si sem errar me fez pensar assim.

Não sei qual é a opinião de vocês, mas a minha é essa kkkkkkkkkk.

Feliz aniversário aí no céu, Gilles!!!!!!

Vou postar uns vídeos dele:






Bjs!

RETIRADO DO SITE OFICIAL DA FÓRMULA 1: http://www.formula1.com/news/features/2012/5/13313.html

TRADUÇÃO: BRUNA (eu)

Grande Gilles!!!!!!!!!!!! \o/




sábado, 17 de janeiro de 2015

BACK TO THE PAST: JACKIE STEWART E A DISLEXIA

BOA NOITE PESSOAL! Tudo bem com vocês? Voltei mais uma vez com a sessão BACK TO THE PAST, que traz histórias interessantes e desconhecidas dos heróis do passado na Fórmula 1. Ontem eu tinha falado da história de François Cevert com a vidente e hoje eu vou falar de algo que com certeza muitas pessoas não sabe sobre o "escocês voador" Jackie Stewart: Ele tem dislexia.

Nesse trecho de uma parte da sua autobiografia que foi postada pequenos trechos no jornal "The Telegraph", Stewart conta que ele sentia inferior na escola e que foi espancado por ser "burro" e que nunca esqueceu o sentimento de ser humilhado em frente a uma sala com 53 alunos por não saber ler e nem escrever.

A saída para ele foi o tiro esportivo. Jackie era tão bom que quase foi para as olimpíadas, mas foi as corridas que Stewart provou ter talento. Mas mesmo correndo, a dislexia, até então desconhecida por ele, lhe atormentava.

O FANTÁSTICO CIRCO DA FÓRMULA 1 traz a reportagem traduzida para vocês agora!!!!!!!!!!!!!!!


Superando obstáculos - Jackie Stewart superou o complexo de inferioridade e a dislexia e se tornou o escocês voador" da Fórmula 1


REPORTAGEM

JACKIE STEWART: "A DISLEXIA ARRUINOU A MINHA VIDA"

Sir Jackie Stewart sempre se sentiu inferior na escola


No segundo extrato exclusivo  da sua autobiografia, Jackie Stewart revela como ele de repente superou uma incapacidade pela falta de confiança como uma criança depois de levar em atirar - e como, se o seu irmão mais velho não tivesse introduzido ele para o mundo do esporte a motor, ele poderia ter juntado a empresa da família e se tornar um mecânico. 

Manhã de segunda-feira no outono de 1948 na escola primária da Academia de Dumbarton.

Eu estava com 9 anos e o momento que eu estive temendo por semanas estava sob mim - Eu estava sobre ser pedido de ler alto pela primeira vez.

"Tudo bem, Jackie, é a sua vez", a professora disse. 
Ela acenou para mim para fazer o meu caminho da linha da frente aonde os estudantes não tão inteligentes eram supostos a sentar, até eu estava ficando do lado dela, enfrentando a sala de 56 garotos e garotas.


"Agora", ela disse, me passando um livro, "Leia alto do começo do capítulo".

Eu olhei para a página e vi nada além de uma massa de letras indecifráveis. Todo mundo parecia me considerar como um pequeno garoto insolente com um vislumbre no meu olho mas, naquele momento terrível, a magra aparência de confiança foi despejada.

Enquanto eu comecei a corar, eu me tornei consciente dos meus colegas de classe mais espertos começarem a rir em silêncio. Eu me senti preso em um pesadelo e eu senti as lágrimas começando a fluir.

"Pare de bancar o bobo", a professora disse, agora ficando brava. "Você está desperdiçando o tempo de todo mundo. Rápido e comece a ler".

"Eu não posso", eu murmurei.

Eu não posso exagerar a dor e a humilhação que eu senti naquele dia enquanto eu voltei para o meu lugar, com a maioria dos meus colegas de classe rindo alto.

Talvez é algo que apenas as pessoas que também sofrem de uma incapacidade de aprender tal como a dislexia podem entender.

Dia após dia, eu estava feito para sentir inferior. Eu comecei a temer em ir para escola e procurava por qualquer desculpa para ficar em casa. Primeiro, eu tinha gripe, então dor de estômago, então a minha perna estava dolorida.
Todo aspecto da minha vida parecia estar definida pela minha aparente falta de inteligência.

Existiam garotos e garotas de quem eu gostava, mas eles não queriam ser meus amigos porque todo mundo dizia que eu era grosso. Então eu comecei a passear com aqueles em uma posição semelhante a minha porque eles não riam de mim.

Pela época eu estava com 14 anos, um mero sobrevivente parecia ser o limite da minha ambição. Então, uma noite fria de novembro, eu escutei uma voz enquanto eu estava andando para o ponto de ônibus: "Hey, quem você pensa que você é?". 
Eu vi nada além de um borrão de punhos e botas. Eu fui deixado deitado na calçada, poucas jardas longe do meu ponto de ônibus, com uma clavícula quebrada, três costelas trincadas e um nariz quebrado. Nos anos para vim, as pessoas presumiam que o inchaço no meu nariz foi causado em uma corajosa colisão pela glória no Grande Prêmio. A realidade é que eu fui espancado na Dumbarton High Street.


Mas esse espancamento foi uma chamada para acordar.
"Tudo bem", eu disse para mim mesmo, "você não pode ser o garoto mais brilhante na escola, mas você sabe tanto sobre carros quanto qualquer dos seus amigos. Você pode ter que trabalhar um pouco mais duro, fazer as coisas em uma maneira levemente diferente. Você pode ter que prestar uma atenção extra para detalhar, mas você pode fazer isso".

A minha vida mudou no dia de ano novo de 1953, quando, com 13 anos, eu fiz parte de uma competição de tiro de pombo de argila.

Contra toda expectativa, fui eu que foi chamado para ficar na frente de todo mundo - dessa vez, não ler alto e ser zombado, mas receber um troféu e ser aplaudido. Eu provei que eu era capaz de ter sucesso em algo.

A minha postura para a vida começou a mudar. Eu me lembro a começar a me sentir nervoso na noite antes de uma competição. Isso era diferente da sensação paralisante do medo que eu sempre senti antes de um exame acadêmico. Eu estava nervoso porque eu sabia que eu poderia fazer bem.

O tiro (esportivo) me ensinou como lidar com a pressão, como misturar com as pessoas de diferentes caminhos da vida, como me conduzir quando eu ganhava e quando eu perdia. Também me fez consciente que eu atuaria melhor quando eu estava com fome.

No curso de cinco anos essenciais, me transformou em um jovem esportista competitivo que se sentia confortável em uma companhia adulta.

No meu 21º aniversário, no entanto, eu estava amargamente desapontado quando eu falhei de ser selecionado para a equipe de tiro ao alvo da Olimpíada. Eu imaginei então que a minha vida seria gasta trabalhando na garagem da família, mas já eu me tornei interessado no esporte a motor através do meu irmão, Jim.

Oito anos mais velho do que eu, ele era "o inteligente" que passou em todos os seus exames. Eu era o pequeno Jackie em calças curtas que seguia o seu irmão maior ao redor. Jim primeiramente foi correr quando ele tinha 18 anos e ele sempre me levava junto.

Eu fui para o meu primeiro Grande Prêmio da Inglaterra em 1953 e pode ter havido um pouco entre 80 mil pessoas em Silverstone tão emocionadas e orgulhosas como eu, porque o meu irmão era o piloto mais jovem do grid. Foi Jim que me tirou do deserto da escola dentro do emocionante e colorido mundo do esporte a motor aonde eu encontraria a minha real salvação.

"A sua mãe não te deixará pilotar", todo mundo me disse, quando foi oferecido a mim uma chance atrás do volante. Eles estavam certos.

Quando Jim abandonou com um machucado no seu ombro, com 24 anos, ela declarou: "Já houve um piloto de corrida nessa família e isso é mais do que suficiente". Então eu não pedi para ela. Em vez disso, eu entrei nas corridas sob o nome de "A.N. Other".

Na minha primeira excursão, eu terminei vice-campeão. Logo o senhor "A.N. Other" começou a desenvolver uma reputação no mundo do clube escocês de esporte a motor.

Em 1962, quando eu troquei juras de casamento com a senhora Helen McGregor de Helensburgh, uma fotografia foi publicada no jornal local e o título me referia como um jovem piloto de corrida.

Minha mãe leu isso e percebeu que, sem a sua permissão, pelos últimos nove meses, eu estava pilotando atrás de uma máscara.
Ela olhou para mim brevemente, sem sorrir, então se virou para a janela.

"Mãe, eu vou para o esporte a motor", eu disse. "As pessoas pensam que eu poderia ser muito bom nisso e existe dinheiro para ser feito".

"Bem", ela disse, ainda olhando para a janela, "você acha que poderia chover hoje?".

Eu menti para ela, então ela não viu razão para que ela tivesse alguma notícia da minha (carreira) no esporte a motor - não naquele dia, nem no próximo dia... de fato, nunca.

Através de três títulos mundiais e 27 vitórias de corridas, minha mãe - que adorava carros e amava dirigir rápido - nunca uma vez me reconheceu como um piloto de corrida.

Muitos anos depois, o meu filho de 17 anos, Paul, me encontrou sentado sobre um pátio do lado da piscina da nossa casa na Suíça e declarou: "Papai, eu quero ser um piloto de corrida".

Ah não! Não. Não. Não.

Eu estava chocado. Por natureza, eu sempre tento estar muito bem preparado, mas eu não via isso chegando.

"Paul, eu não posso te ajudar", eu respondi, agitado.

"Por quê?", ele disse.

"Porque eu não quero que você seja um piloto de corrida e a sua mãe odiaria isso".

Como um piloto de corrida, eu estava consumido pelo desafio de tentar vencer a corrida; como o pai de um piloto de corrida, eu estava consumido pelo medo. Eu podia ouvir a voz da minha falecida mãe dizendo: "Agora você sabe como se sente".

Durante todos os meus anos de vitória, eu nutri um senso de ser inadequado. O que as pessoas falariam, eu geralmente indagava, se elas descobrissem isso, na realidade, que Jackie Stewart não era tão inteligente?

Mesmo a alegria de vencer um Grande Prêmio era tingido com medo porque eu teria que ficar em um pódio, na vista do público por completo, enquanto que o hino nacional estava tocando. O tão difícil que eu tentei, era impossível para mim aprender as palavras.

Então eu idealizei uma maneira de trabalhar ao redor do problema. Eu aprendi a cantar um milisegundo atrás de todo mundo, repetindo as palavras o tão cedo quanto eu ouvia elas.

Mesmo quando eu me tornei um campeão mundial de Fórmula 1, quando eu estava misturando a riqueza e a fama ou fechando negócios maiores, eu ainda me sentia desesperadamente inadequado nas matérias relativas para os "três Erres" (é um programa educacional para ler, escrever e saber aritmética).

Sempre pareceu um paradoxo que eu não posso recitar o alfabeto além da letra "P", mas eu sei cada mudança de giro e distância de freada necessárias para negociar as 187 curvas ao redor do circuito da velha Nurburgring na Alemanha.

Então, em 1980, em uma estranha inversão de papéis, eu me encontrei chamado como o pai preocupado chamado para ver o diretor da escola. Dessa vez o garoto quem estava lutando com o seu trabalho acadêmico era o nosso filho de 12 anos, Mark.

"O seu filho é disléxico, em que explica as suas dificuldades na escola", eu fui falado.

"Como ele poderia ter isso?"

"Bem, pode ser hereditário".

20 minutos depois, depois de 41 anos de sentimentos estúpidos e inferiores, eu também fui diagnosticado como um disléxico.

Parecia como se alguém estava chegando com um braço e me salvando de afogamento. O meu sentido de inadequado foi de repente apagado.

[...]



Vocês sabiam dessa história de Jackie Stewart? Pois é, mesmo tendo dislexia, Stewart se consagrou como um dos maiores nomes da Fórmula 1! Além disso, ele fala mais que o homem da cobra kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Graças a ele, que lutou pela segurança na Fórmula 1 depois de ver o seu amigo François Cevert morrer em 1973, Stewart conseguiu com que a Fórmula 1 fosse mais segura.

Muitas pessoas falam mal do Stewart, que ele quer segurança e isso não é Fórmula 1, mas o tanto de pessoas que ele viu morrer na pista, está certo ele de querer segurança. Ele perdeu dois amigos queridos, Jim Clark e Cevert, além de Jochen Rindt em 1970.

Gostaram da história? Bjs!


TRADUÇÃO: BRUNA (eu)


Stewart com Emmo!



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

BACK TO THE PAST: A ESTRANHA HISTÓRIA DE FRANÇOIS CEVERT E A VIDENTE

BOA NOITE PESSOAL! Tudo bem com vocês? Voltei! Kkkkkkkkk, eu estava vendo uns filmes do Jackie Chan, minha gente! E agorinha mesmo ouvindo Anita Mui! Será que era para mim ter nascido na China? Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Bom, e como não tem matérias nesse começo do ano, eu resolvi criar uma sessão nova aqui no blog: BACK TO THE PAST. O que seria esse "de volta no passado"? São histórias interessantes e pouco conhecidas dos heróis lendários da Fórmula 1 da década de 90 para baixo! E como eu sou curiosa, eu sei várias histórias legais de vários pilotos!

A primeira história vai ser do falecido piloto francês FRANÇOIS CEVERT. Cevert era um piloto muito popular na Fórmula 1 e com as mulheres também, já que era um moreno com um belo par de olhos azuis. Ele era um verdadeiro lord francês, querido por todos e grande amigo de Jackie Stewart. Ele ainda por cima tocava piano!

Bem, a história que me traz a fazer esse post é uma história no mínimo macabra. É a história de uma vidente que previu que a carreira e a vida do piloto francês seria curta............

O FANTÁSTICO CIRCO DA FÓRMULA 1 traz a reportagem para vocês agora!!!!!!!!!!!!

Não era para ser - Uma velha senhora previu que Cevert teria sucesso, mas não alcançaria os 30 anos

REPORTAGEM

FRANÇOIS CEVERT E A CARTOMANTE


Aparentemente, então a história vai, uma velha mulher disse para François Cevert em 1966 que ele iria conseguir grandes coisas, mas não viria o seu 30º aniversário. A história é, que a namorada de Cevert, Nanou van Melderen, tinha ido para uma velha mulher vidente sete anos mais cedo e a mulher previu o seu encontro com Cevert.

Em uma segunda visita em 1966, a mulher falou para Nanou, que o "seu amado seria um grande sucesso, mas que o trabalho dele iria força-los a ficar separados". Nanou disse para Cevert, que foi encontrar a vidente ele mesmo - ela disse a ele a mesma coisa, e também - depois de parar de falar por um tempo - que ele não veria o seu 30º aniversário. Mais tarde, Nanou confirmou que a mulher também disse para ele isso, mas que ela tinha preferido não dizer a Cevert sobre isso.

A irmã de Cevert, Jacqueline, disse para Adam Cooper que Cevert riu e disse "Sem problema, eu serei campeão mundial antes então".

De acordo com Cooper, Nanou primeiramente disse a história em uma introdução para a biografia "A Contract with Death" (Um contrato com a morte). A irmã Jacqueline disse a Cooper que a família percebeu uma coisa estranha antes de Cevert morrer:

"No último ano da sua vida, 1973, ele estava sempre em segundo. Ele tinha um bom sucesso. Um dia eu estava com a minha mãe e nós encontramos ele na rua em Neuilly, em casa. Ele estava triste e nervoso, e a mãe disse, 'Sem problema, tudo está bom. Você está sempre em segundo, é fantástico'. François estava um pouco chateado. 'Sim, eu estou em segundo, mas eu não serei campeão mundial nesse ano'. Nós ficamos muito surpresas. Ela disse 'Ah, mas será no próximo ano'. Depois que ele morreu, nós pensamos sobre isso. Foi tão estranho - Porque ele disse isso naquela época? Ele acreditou na médium?"

Ela continua:

"A minha mãe queria ver essa mulher. Ela levou uma fotografia de François quando ele tinha 12 anos - você não poderia reconhecer ele - e essa fotografia (ela levou) para a mulher e disse 'Fale para mim sobre ele'. A mulher estava muito, muito velha. Ela colocou as suas mãos sobre a foto, ela fechou os seus olhos, e ela disse 'Eu vejo muitos sucessos, muitas coisas grandes, será fantástico, ele é reconhecido pelo país inteiro". Ela não disse que ele era um piloto de corrida, mas que ele teria uma grande carreira. Então ela parou de falar. Ela abriu os seus olhos. Ela estava tão surpresa, e então assustada. Ela olhou para a minha mãe e disse: 'Ele está morto' ".


Minha gente, que história é essa? Chocante! Será que é verdade mesmo? Se não for, eles inventaram essa história muito bem. Ela previu que ele não viveria até os 30 anos, ele morreu aos 29 anos. Ela disse que ele teria sucesso e ele realmente teve e quando a mãe dele levou a fotografia dele criança fez a mesma previsão, porém falou que ele estava morto.

Vocês acreditam nessa história? Gostaram da nova sessão Back To The Past? Bjs!


TRADUÇÃO: BRUNA (eu)

Ele também tocava piano *-*



domingo, 11 de agosto de 2013

DOSSIÊ F-1 - NIKI LAUDA VS. FERRARI: QUEM FOI TRAÍDO NESSA HISTÓRIA?

Olá pessoal! Tudo bem? Eu estou aqui para falar de um verdadeiro heroi da Fórmula 1: NIKI LAUDA. Lauda sofreu um terrível acidente no antigo circuito de Nurburgring, que tinha aproximadamente 7 minutos de duração cada volta e que era chamado de "Inferno verde" pelos pilotos de Fórmula 1.

Mas o ponto chave desse post não é relacionado a esse acidente de Lauda indiretamente, mas foi graças e isso que começou um "racha" na Ferrari: De um lado Lauda e Montezemolo (Em 1976 ele não estava na Ferrari mais, porém ele foi "boicotado" pelo Audetto) e do outro o seu Enzo Ferrari e Carlos Reutmann.

Por isso, O FANTÁSTICO CIRCO DA FÓRMULA 1 irá mostrar os pontos chaves dessa relação de amor e ódio entre Lauda e a Ferrari e afinal: Houve traição por parte de quem? O DOSSIÊ F-1 irá nos mostrar!


                                  
Niki Lauda foi traído ou foi o traidor na sua história com a Ferrari?


♣ O INÍCIO DA HISTÓRIA DE NIKI LAUDA NA FERRARI

1974. Esse foi o ano da estreia de Lauda na Ferrari. Ele vinha com a missão de quebrar o jejum de títulos da escuderia italiana. Niki, então um jovem de 25 anos, tinha o talento de sobra para conseguir esse feito. E tinha uma ajudinha mais do que especial: o apoio de LUCA DI MONTEZEMOLO.

Montizemolo "fazia mimos" a Lauda e foi ele que mostrou a ele as instalações da Ferrari e mostrou a pista de Maranello, feito especialmente para treinos.

Na época que estava na BRM, o pessoal sempre brincavam com Lauda de que "O Comendador" Enzo Ferrari tinha ligado para ele. E isso realmente aconteceu! kkkkkkkk. Mas na ocasião, que ligou para Lauda foi Montezemolo. Na sua primeira corrida com a Ferrari, chegou na 2ª posição. 

Mas sua primeira vitória veio em Jarama, no GP da Espanha e ele recebeu um telefonema ilustre: a de EMERSON FITTIPALDI, que lhe parabenizou pela vitória e disse que a primeira vitória é a tarefa mais difícil. E Lauda concordou. E em 1974 foi o "Emmo" o grande campeão.

Niki Lauda, Luca Di Montezemolo e Enzo Ferrari


♣ O COMEÇO DA TEMPORADA DE 1976

Niki Lauda afirmou anos mais tarde que ganhar o campeonato de 1975, o seu primeiro título mundial, foi muito fácil, visto que seus maiores rivais sofreram problemas por toda a temporada. E parecia que o ano de 1976 levaria o mesmo caminho.

Com cinco vitórias no começo da temporada, Lauda era o franco favorito ao título e seria o seu bicampeonato. Estava com muita vantagem no campeonato e quando disputou o GP da Inglaterra, em que venceu aliás, depois da desclassificação de James Hunt, o seu então adversário pela McLaren, não imaginava o que o seu destino lhe reservara.

Esse não foi o ano de Lauda por vários motivos. Luca di Montezemolo tinha saído da Ferrari e indicou DANIELE AUDETTO PARA O SEU LUGAR. Diferentemente de Luca, Niki nunca foi com a cara do italiano e cada vez mais passou a detestar o dirigente no decorrer da temporada. um certo momento, Audetto disse a Lauda que ele já tinha ganhado demais e que era para ele deixar Clay Regazzoni, seu companheiro de equipe (e foi ele quem falou de Lauda para o seu Enzo) ganhar o campeonato daquele ano. Lauda riu descaradamente da cara de Audetto e o deixou a ver navios.

Antes do Gp da Espanha, Lauda sofreu um acidente quando estava construindo a sua casa na Áustria, quebrando 2 costelas. Ele mal se mexia e não saia da cama. Então Audetto fez a caveira de Lauda na Ferrari e irritado e mesmo sem condições, Lauda foi correr na Espanha e calou a boca do italiano.

                                            
Niki Lauda em sua Ferrari em 1976



♣ O ACIDENTE EM NURBURGRING

Havia controvérsias sobre correr no antigo circuito de Nurburgring. Jackie Stewart, vencedor da prova por 3 vezes, queria que o circuito fosse banido do calendário da Fórmula 1 . E ele tinha razão. O circuito já estava ultrapassado para as velozes máquinas da Fórmula 1 e a questão de segurança já preocupava os pilotos. E os preocuparam ainda mais depois daquele 1 DE AGOSTO DE 1976.

Niki NÃO QUERIA CORRER EM NURBURGRING. Ele achava o circuito perigoso e ele foi chamado de medroso pela mídia na época. Ele mal sabia o que o destino lhe reservara.

Niki Lauda tinha largado da 2ª posição, mas largou mal e estava tentando recuperar posições na prova. Segundo relatos dele, ele se lembra que ele largou de pneus de chuva e então entrou nos boxes e trocou por pneus lisos logo na primeira volta. Já na 2ª volta veio a tragédia.

Lauda perdeu o controle de sua Ferrari quando a suspensão traseira esquerda de seu carro quebrou e rodou antes de bater com tudo no guard-rail e imediatamente o seu carro começa a pegar fogo. O seu carro volta para a pista, onde é acertado por Harald Ertel. Lauda perdeu o seu capacete no impacto da batida no guard-rail e ficou aproximadamente 1 minuto dentro do carro em chamas. Ele estava consciente e mexia os braços e gritava desesperadamente para que o retirassem dali.

Os outros pilotos que vinham atrás de Lauda ficaram desesperados ao verem Lauda dentro do carro pegando fogo e arriscaram a suas vidas para ajudar Niki. 3 anjos da guarda, HARALD ERTL, BRETT LUNGER e  ARTURO MERZARIO retiraram Lauda do carro, que além de estar queimando em chamas, estava preso às ferragens e tinha quebrado as costelas, a clavícula e as maças do rosto e inalado gases venosos, acabando com o seu pulmão.

                                      

     Os anjos da guarda de Lauda ( Da esquerda para a direita): Harald Ertl, Brett Lunger e Arturo Merzario


Logo que saiu do carro, Lauda estava consciente e olhava para as suas queimaduras na mão e foi levado ao hospital. Ele estava desnorteado e perguntou várias vezes como estava o seu rosto, e para não o deixar mais atônito, disseram que estava tudo bem.

Chegando ao hospital, Lauda entrou em coma e os médicos não sabiam mais o que fazer. Uns falaram que demoraria 2 dias até saber se ele sobreviveria ou não. Nesse meio tempo, Marlene, esposa de Lauda, chegou no hospital e chorou quando viu o marido. Segundo Lauda, ela só podia o reconhecer "pelos pés".

Niki podia escutar tudo o que os médicos falavam, e eles falavam coisas pessimistas e tinham certeza que ele não sobreviveria por muito tempo. Mas os médicos não sabiam que ele podia ouvir a conversa deles. Segundo Lauda, ele fazia de tudo para ficar acordado, pois se ele dormisse, não acordaria mais.

Achando que não havia mais "esperanças", um padre foi chamado para dar extrema-unção a Lauda, o que o deixou furioso e lhe deu mais força para lutar pela vida. Depois de um tempo, retornou "a consciência" perante os médicos e fazia tudo o que eles lhe pediam. Uns dias após o acidente, lhe mostraram o acidente e ele só soube o que aconteceu por conta das imagens, porque ele não se lembrava de nada. E também lhe disseram se ele queria se ver no espelho e ele disse que sim, e assustado com o que viu, perguntou se ele iria ficar assim pelo resto da vida. E a reposta não poderia ser outra: SIM.

 Mas o acidente lhe deixou marcas profundas, não só no seu rosto desfigurado em que deformou a sua orelha direita, mas no seu coração.

Entre a vida e a morte: Segundo os médicos, a chance de Niki sobreviver eram mínimas



♣ O RETORNO HEROICO DE NIKI LAUDA

A Ferrari estava certa de que Niki Lauda "estava acabado". Pelo menos para o restante da temporada. A Ferrari estava desesperadamente a procura de um substituto para Lauda para o restante da temporada. O nome mais forte era a do brasileiro "EMMO", EMERSON FITTIPALDI, porém ele não pôde ir porque estava trabalhando no projeto de sua nova equipe. Com isso, contrataram o argentino CARLOS REUTMANN. Mas a Ferrari, quer dizer, o mundo não esperava que 42 DIAS após aquele brutal acidente ele estaria de volta.

Monza, 12 de setembro de 1976. 42 dias depois de seu acidente quase fatal, lá estava Lauda disputando o GP da Itália, chegando em 4º lugar. E quando ele tirou a sua balaclava, havia sangue e dor no rosto do austríaco. Mas vamos frisar o que aconteceu antes disso.

Quando chegou em Monza, Lauda parecia um animal no zoológico: Todo mundo olhava as suas queimaduras e tiravam fotos de seu rosto desfigurado. Ele estava cheio de faixas no rosto e deu uma entrevista lá em Monza mesmo, porém ficou incomodado das pessoas olharem para as suas queimaduras e não para o seu rosto:

"Eu disse para um monte de pessoas (em 1976): "Olhe nos meus olhos se você vai falar comigo, por que você está olhando para minhas queimaduras? Tenha respeito." Eu nunca entendi a reação das pessoas - "por que eles são tão estúpidos, eu pensava" - eu coloquei um muro em minha volta e já não ligava mais...sobre isso".


                                               
Lauda em Monza, 42 dias após o seu quase acidente fatal



Mas a pior parte veio quando ele foi andar num carro de Fórmula 1 novamente. Podia se ver o medo nos gestos de Lauda. Ele parecia assustado ao colocar a balaclava e ainda mais quando colocou o capacete. Quando entrou no carro, isso ficou muito claro: O seu olhar era de puro medo.

Ele deu umas voltas e voltou aos boxes novamente. Não conseguia correr. Ele disse que não conseguia colocar a 2ª marcha do carro. Estava petrificado de medo. Depois de 10 minutos nos boxes, voltou às pistas novamente para os treinos.

Niki disse que pensou que estava correndo sozinho e que não estava em uma corrida e disse que aos poucos recuperou a sua autoconfiança e as marchas foram entrando, mas demorou 6 meses para ser o de antes. Quer dizer, SER MELHOR QUE ANTES.

Além disso, Lauda disse que antes do acidente, ele era uma pessoa antipática e fria e que depois do acidente, ficou mais sorridente, alegre e engraçado e ficou mais amável com a esposa. E com certeza com a língua mais afiada também kkkkkkkkkkkkkkkkk. Segundo ele, com a sua orelha queimada é bom para ouvir chamadas de telefone de longa distância........... kkkkkkkkk


Trauma: Lauda estava petrificado de medo em Monza, 42 dias após o seu acidente


♣ ABANDONO NO JAPÃO: COVARDIA OU ATO DE CORAGEM?

Em 24 de outubro de 1976, se chegava ao último Grande Prêmio do ano: O GP do Japão, em Fuji. Porém no dia da corrida, caiu um pé d'água no circuito, sendo impossível de se dirigir. Todos os pilotos já haviam concordado de não correrem, porém o diretor de prova japonês fazia pressão para a prova começar. Lauda achou aquilo ridículo e as 6 da tarde se reiniciou a corrida.

Niki deu apenas uma volta e saiu da corrida, com medo da chuva e com medo de sofrer outro acidente igual ao da Alemanha. Se passaram apenas 3 meses desde o acidente em Nurburgring e querendo ou não, Niki ainda estava assustado com o que tinha acontecido. Quando andou no meio daquela chuva sem enxergar nada, lhe veio a lembrança do acidente que quase lhe tirou a vida. E pior de tudo: ELE NÃO ESTAVA ENXERGANDO DIREITO. Por conta das suas queimaduras nas pupilas, Lauda fez um enxerto de pele embaixo dos olhos, porém não ficou muito bom e ele quase não conseguia piscar os olhos. Logo após o abandono, ele disse aos jornalistas "Que a sua vida era mais importante do que o campeonato mundial".

Foi chamado de COVARDE pela imprensa italiana, pelos "Tifosi" e principalmente por Enzo Ferrari, que lhe chamou de "traidor" e não acreditou que num ato de covardia fez um título certo cair no colo de James Hunt. Já o próprio James Hunt diz que Lauda foi CORAJOSO em fazer isso e disse que no lugar dele provavelmente faria o mesmo. Quando Niki Lauda foi ao aeroporto, parou de chover em Fuji e num ato inusitado, um dos dirigentes da McLaren foi falar a John Surtees para Alan Jones deixar James Hunt passar. E foi o que aconteceu e assim James foi campeão por apenas um ponto.

                                                         
Eu acho engraçado essa foto: Olha a cara de mau do Lauda e a cara de nada do Hunt kkkkkkkkkkkkkkkkkk



♣ A TRAIÇÃO DA FERRARI OU UMA VINGANÇA?

Niki Lauda já tinha tido um ano para se esquecer em 1976. Ele esperava que a Ferrari lhe desse o apoio necessário para que ele pudesse se tornar campeão em 1977. Mas o que aconteceu foi o contrário.

Seu Enzo Ferrari não perdoou Lauda pelo acontecimento no Japão. Ele não levou em conta a situação delicada que Lauda viveu e o medo que tomou conta dele depois de um momento tão difícil na sua vida. Por isso, num ato de "vingança" ou de uma "traição" mesmo, Enzo Ferrari deixou bem claro quem seria o primeiro piloto da equipe: CARLOS REUTEMANN.

Segundo o próprio Lauda, quando ele tomou coragem, ligou para o seu Enzo e lhe perguntou quando começaria os testes na Ferrari. O Comendador foi curto e grosso: Disse que Reutemann era um ótimo acertador de carros e ele iria fazer os testes na Ferrari e Lauda seria o segundo piloto. Na primeira corrida da temporada, no Brasil, Reutemann ganhou a corrida, tendo acertado o carro. Lauda, quase que imediatamente logo após a corrida, foi falar com Montezemolo sobre a sua situação e se ele não iria fazer os testes com o carro. Depois de uma bela discussão "à la italiana", finalmente Lauda testou com o carro da Ferrari.

Carlo Reutemann caiu nas graças de Enzo Ferrari. A equipe cada vez mais dava apoio ao argentino e com isso a fúria de Lauda aumentava nas mesmas proporções. Mesmo com toda essa "guerra psicológica" dentro da equipe de Maranello, Lauda foi bicampeão com 3 vitórias e 1 ano após todos disserem que ele nem vivo estaria.

                                        
Niki Lauda em 1977 e as cicatrizes no seu rosto



♣ O TROCO DE LAUDA: FOI REALMENTE TRAIÇÃO?

Mesmo com o relacionamento com Enzo ser de amor e ódio e nunca ser um mar de rosas mesmo antes de todos os acontecimentos de 1976, Enzo queria renovar o contrato com Lauda para a temporada de 1978. Porém Lauda tinha outros planos.

Ele estava cansado da Ferrari. Ele precisava de uma mudança. E por isso, assinou com a BRABHAM, equipe de nada mais e nada menos do que de BERNIE ECCLESTONE e claro que o dinheiro pesou e muito. Mas Niki tinha que dar a notícia a Enzo. E ela veio da pior forma possível.

Numa conversa que era para ser amigável, virou um "Inferno" segundo Lauda. Quando Enzo veio com a proposta, Lauda disse que iria sair da Ferrari no fim do ano e que precisava de uma mudança. E disse que mesmo que quisesse ficar, não podia mais, pois tinha acabado de assinar com a equipe do "todo poderoso". Seu Enzo Ferrari enlouqueceu e começou a gritar com Lauda. Como resultado, Niki foi afastado da Ferrari nas duas últimas corridas da temporada e Lauda foi taxado por Enzo de "Traidor que trocou a Ferrari por um punhado de moedas" kkkkkkkkkkkkkk
      

Lauda e sua Ferrari campeã de 1977


♣ CONCLUSÃO DO DOSSIÊ

Se você olhar superficialmente a história, você certamente achou Lauda um sem vergonha por deixar a Ferrari na mão. Mas aprofundando na história, tudo isso aconteceu pela falta de compreensão do lado da Ferrari. Lauda voltou de um acidente horroroso e ficou com medo de sofrer outro acidente em uma corrida em que nada se enxergava. E para piorar, a Ferrari fez o que fez com Lauda em 77. Se ela tivesse dado apoio ao austríaco, daí quem seria o traidor era Lauda, porque do jeito que ele era, ele não ficaria na Ferrari de qualquer maneira kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E se todos os males tem um lado bom, foi graças a saída de Lauda da Ferrari que um tal de GILLES VILLENEUVE virou o xodó dos tifosi ...........


Ufa acabou! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk E vocês, o que acharam do nosso primeiro DOSSIÊ F-1? A Ferrari foi radical demais ou Lauda fez pilantragem? Falando a minha opinião, eu achava Lauda um cachorro, mas quando fui ver a história a fundo......... a Ferrari era canalha desde cedo! kkkkkkkkk

Tchau pessoal!



"NIKI LAUDA LEGENDS", uma série que tem no youtube, procuram lá porque é muito legal!



                         
E aí minha gente, vamos ler os posts da Bruna! Êita Hunt The shunt, meu lindo, lá vamos nós! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk







domingo, 4 de agosto de 2013

"EU NÃO VI NA FÓRMULA 1": ALAIN PROST RODANDO NA VOLTA DE APRESENTAÇÃO

OLÁ PESSOAL! Tudo bem? Hoje eu resolvi "criar" uma série de posts intitulada "Eu não vi na Fórmula 1", que nada mais é do que uma copilação de barbeiragens históricas ou ultrapassagens memoráveis ou algo histórico mesmo, que aconteceram antes da minha existência na Terra ( nasci em 1994, peguei uma Fórmula 1 pra lá de ruim kkkkkkkkkkkkkkkk).

E para estrear a nova série, nada melhor do que dar uma bela de uma risada do "Professor" da Fórmula 1: ALAIN PROST.

Não que eu não goste dele, aliás, gosto bastante, só acho ele muito chatinho às vezes e bem sem vergonha por roubar as mulheres dos amigos kkkkkkkkkkkkkkkkkk e acabei de ver no youtube um momento épico dele na Fórmula 1 e, claro, O FANTÁSTICO CIRCO DA FÓRMULA 1 vai mostrar a palhaçada da vez....................


                                        



EU NÃO VI NA FÓRMULA 1: 

VÍTIMA: ALAIN PROST
GP: SAN MARINO, 1991
EQUIPE: FERRARI
CATEGORIA: CAGADA
FATO: RODAR EM PLENA VOLTA DE APRESENTAÇÃO


Todo mundo sabe que Alain Prost não era lá essas coisas na chuva. Ele morria de medo de correr com a pista molhada (Na verdade, um "trauma", outra hora eu explico) e sempre fazia besteiras na pista com essas condições. Mas o ápice desse lado ruim do professor veio no Gp de San Marino de 1991.

Prost era o 3º colocado na ocasião. A Ferrari não estava lá essas coisas naquele ano ( e ele acabaria demitido no meio do ano......) e por ironia do destino tinha caído um pé d'água daqueles em Ímola.

Com a pista toda encharcada, lá foram eles para a volta de apresentação sob o comando de Ayrton Senna, o pole. Tudo ia bem, até o francês rodar e ir parar na grama, sem chances de retornar à pista. Dizem que ele rodou porque acelerou demais em um ponto encharcado. Ali acabou uma corrida que nem tinha começado kkkkkkkkkkkkkk. Eu fico imaginando a reação do Senna quando ele soube disso, deve ter rido demais kkkkkkkkkkkkkkk.


                                  
Imagem épica: Mansell passando enquanto Prost abandona e Berger volta à pista


E vocês acreditam que o Gerard Berger saiu da pista também? Ele rodou e foi para a grama, porém ele conseguiu voltar.................. não imitou o "professor".... kkkkkkkk


O francês acabou com os sonhos ferraristas de uma possível vitória e eles foram embora do autódromo depois de um tal de Jean Alesi fazer uma bela de uma cagada........ mas só depois eu vou contar! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


E essa foi a nossa historinha de hoje! Gostaram? Então deixem comentários! Ah e adivinhem quem ganhou a prova? SENNA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


aqui vai o vídeo:


                              



                                       
O Sonic da apresentação da Williams? Demais! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk